segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Um pouquinho de historia

Escravidão e tráfico de escravos

Escravidão e tráfico de escravos

In Memorian - Negros que fizeram a história do Brasil

Onde Você Guarda o Seu Racismo?

Consciencia negra

Em 1789, os franceses declararam os direitos universais do homem. Tínhamos, ali, um marco para a história do ocidente que acabaria por influenciar todo o mundo. A declaração dizia, em alto e bom tom, que todos nasciam iguais, que todos tinham os mesmos direitos, que todos estavam livres de crueldade. Mesmo assim, milhares de humanos e não-humanos seguiam explorados, violentados e submetidos a maus-tratos. Os negros cruzavam os mares como escravos em centenas, marcando o primeiro grande genocídio da história moderna. A explicação fácil para a exploração era retórica e contraditória, mas serviu para aplacar a alma do violador, para quem os negros não faziam parte do humano dos direitos humanos. O esforço, desde sempre, foi o de ampliar a comunidade moral e o próprio sentido de sujeito de direitos e ampliá-lo de forma que diferentes singularidades - dos sujeitos vivos que vivem suas vidas - fossem abarcadas. Ainda hoje os negros e os não-brancos recebem salários menores, trabalham mais informalmente e são mais pobres, além de serem a minoria nas universidades e sofrerem discriminação e violência por conta do tom de pele. Em regra, não são as ações dos negros, tampouco o seu caráter, que passam pelo crivo do julgamento público, mas sua melanina. Quando surgem políticas de promoção da igualdade não é a política que é questionada, mas o mérito dos negros e o fato de eles estarem, audaciosamente, em lugares que, segundo os preconceituosos, não lhes compete, como as universidades. Cotas, distribuição de renda e igualdade salarial não ofendem pela proposta, mas por promoverem o sustento de um estado democrático que é o igual reconhecimento de interesses. Algo que não se faz em discurso, mas em ações, e que tira muitos da zona de conforto. Enquanto não encontrarmos - em igual porcentagem - negros e negras doutores em meteorologia, química, física, matemática, filosofia, medicina, as cotas seguirão como uma política necessária. Os racistas aceitam negro doutor em antropologia que estuda quilombos, mas se incomoda com o negro doutor do Supremo Tribunal Federal. A história se faz por meio da capacidade de resistência e de mobilização. As grandes revoluções foram silenciosas. Foi assim na Índia, com Gandhi, e foi assim nos EUA quando os negros pararam de usar os ônibus públicos - e andavam quilômetros a pé - para protestar contra o apartheid. No dia 20 de novembro, se comemora o Dia da Consciência Negra, que é um chamado à reflexão sobre a sociedade como um todo. É um dia que comemora a resistência do negro à escravidão e à violência. Algo que começou com o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro, em 1594. Humanos têm um talento especial para discriminar e criar zonas de conforto e, principalmente, de encontrar argumentos que justifiquem suas escolhas. Foi e é assim com o racismo, com o sexismo (o machismo), com a discriminação de classe e com o especismo. Por isso, pensar a democracia e a Justiça a partir da condição dos negros é pensar nossa própria humanidade. Os não-brancos, no Brasil, são praticamente a metade da população brasileira. As mulheres, mais da metade. Ignorar a qualidade de vida desses humanos e seus interesses é fazer a manutenção de um conceito de humano que só privilegie alguns "bem-aventurados". *Professora de direito, bioética e do mestrado em gestão de políticas públicas da Univali. Doutora em ciências humanas Saiba Mais no GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/consciencia-negra.html

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dia Mundial da Criança

Dia Mundial da Criança Criança com idade próxima de um ano de idade. Nome oficial Dia Mundial da Criança 12 de outubro - Brasil. Observações: Dia em que se celebra a aprovação da Declaração dos Direitos da Criança. O Dia Mundial da Criança é oficialmente 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança.[1] Porém, a data efectiva de comemoração varia de país para país. Índice No Brasil Na década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a ideia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924. Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes. Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto. A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos no Brasil. A data em outros países Albânia - 1 de junho Alemanha - 20 de setembro África Central - 25 de dezembro República do Congo República Democrática do Congo Camarões Gabão Guiné Equatorial Chade República Centro-Africana São Tomé e Príncipe Angola - 1 de junho Argentina - segundo domingo de agosto[2] Arménia - 1 de junho Austrália - toda quarta quarta-feira de outubro Azerbaijão - 1 de junho Benim - 1 de junho Bielorrússia - 1 de junho Bósnia e Herzegovina - 1 de junho Brasil - 12 de outubro [3] Bulgária - 1 de junho Cabo Verde Cabo Verde - 1 de junho Camboja - 1 de junho Canadá - 20 de novembro Cazaquistão - 1 de junho Chile - segundo domingo de agosto Colômbia - último sábado de abril [4] Coreia do Norte - 2 de junho Coreia do Sul - 5 de maio Costa Rica - 9 de setembro Croácia - 1 de junho Cuba - terceiro domingo de julho El Salvador - 1 de outubro Equador - 1 de junho Eritreia - 1 de junho Eslováquia - 1 de junho Eslovênia - 1 de junho Espanha - 20 de novembro Estados Unidos - 3 de junho (pode variar de estado para estado) Estónia - 1 de junho Etiópia - 1 de junho Geórgia - 1 de junho Guatemala - 1 de outubro Guiné-Bissau - 1 de junho Honduras - 10 de setembro Hong Kong - 4 de abril Hungria - último domingo de maio Iémen/Iêmen - 1 de junho Índia - 14 de novembro Israel - 9 de abril Japão - (3 de março - Meninas) - (5 de maio - Meninos) Laos - 1 de junho Letônia - 1 de junho Lituânia - 1 de junho Macau - 1 de junho Malásia - 1 de outubro México - 30 de abril Moçambique - 1 de junho Moldávia - 1 de junho Mongólia - 1 de junho Montenegro - 1 de junho Nigéria - 27 de maio Nova Zelândia - primeiro domingo de março Paquistão - 20 de novembro Paraguai - 16 de agosto Peru - 17 de agosto Polónia - 1 de junho Portugal - 1 de junho Macedónia - 1 de junho República Popular da China - 1 de junho República Checa - 1 de junho Roménia - 1 de junho Rússia - 1 de junho Sérvia - 1 de junho Singapura - 1 de outubro Sri Lanka - 1 de outubro Suécia - primeira segunda-feira de outubro Taiwan - 4 de abril Tadjiquistão - 1 de junho Tanzânia - 1 de junho Timor-Leste - 1 de junho Trinidad e Tobago - primeira segunda-feira de outubro Turquemenistão - 1 de junho Turquia - 23 de abril Uruguai - segundo domingo de agosto Venezuela - terceiro domingo de julho Vietname - 1 de junho

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Texto publicado em 27/09/2012 - 14:34 Hoje é dia de Cosme e Damião. Conheça a história Santos Cosme e Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Crê-se que foram médicos, e sua santidade é devida por exercer a medicina sem cobrar por isto. Sua festa é celebrada atualmente no dia 26 de setembro pela Igreja Católica, no dia 27 de setembro pelas religiões afro-brasileiras e no dia 1º de novembro pela Igreja Ortodoxa. Há relatos que atestam serem originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio. Um estudou Medicina e o outro Farmácia na Síria e depois foram praticar em Egéia. Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". Exerciam a medicina e farmácia na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anárgiros, ou seja, inimigos do dinheiro. Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma. Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião. Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MOVIMENTO NEGRO DE PELOTAS: Lanceiros Negros, o lado B que a história gaúcha i...

MOVIMENTO NEGRO DE PELOTAS: Lanceiros Negros, o lado B que a história gaúcha i...: Entre 1835 e 1845 o império brasileiro testemunhou o mais longo conflito ocorrido em nosso território, a Revolução Farroupilha. E, é nest...

O Massacre de Porongos faz 164 anos



Rosana Bond   

Um sangrento e covarde episódio da Revolta Farroupilha (1835-1845, Rio Grande do Sul) ressuscita do tempo e volta a assombrar a história oficial escrita pela burguesia.

http://www.anovademocracia.com.br/48/19b.jpgOs dias 13 e 14 de novembro marcam o dia de homenagem aos Lanceiros Negros, valente tropa farroupilha formada por escravos, dizimada pelo exército do imperador Pedro II no chamado Massacre de Porongos. A chacina foi resultado de um traiçoeiro acordo entre um chefe dos farrapos e o comandante do exército imperial, Barão (futuro Duque) de Caxias.

"Passados 160 anos da traição do general David Canabarro (um dos líderes farrapos) e do comandante Duque de Caxias, que vitimou entre 600 a 700 negros farroupilhas, a história muda o curso e traz à tona a relevância dos Lanceiros Negros", disseram os promotores da homenagem, num texto publicado na internet.

Tal divulgação do fato, pouco conhecido pela população brasileira, vem questionar a figura de Canabarro, sempre apresentado como um dos heróis da Revolta pelos historiadores oficiais.

Já sobre Caxias, nenhuma novidade. Sua fama de carniceiro é bem conhecida, o povo paraguaio que o diga. Na guerra travada contra o Paraguai, entre 1864 e 1870, ele lá esteve liderando o genocídio de 76% dos habitantes daquele país. Tudo em nome do capitalismo inglês, de quem o império brasileiro era lacaio, conforme os estudos de Júlio José Chiavenato, publicados em livros que ficaram famosos anos atrás. Porém, ainda persiste o mito criado pelas classes dominantes brasileiras e suas Forças Armadas de que Caxias seria "magnânimo na vitória", apesar das evidências no Paraguai e do massacre de Porongos.

As armas foram tiradas

A Revolta Farroupilha não foi uma guerra popular e sim um conflito de facções da classe dominante. Fazendeiros gaúchos versus governo imperial. Contudo, os ideais liberais republicanos dos farroupilhas eram progressistas em comparação com a monarquia do Brasil. Em seu decorrer, a luta acabou arrastando camadas do povo, explorado e insatisfeito, o que deu um caráter popular à Revolta.

Antes de iniciar a rebelião armada contra o império, os chefes farroupilhas prometeram aos patrões (estancieiros e charqueadores) que não usariam escravos como combatentes. Por certo para não tirar a mão-de-obra das fazendas, o que prejudicaria seus negócios e lucros.

Porém, logo que começaram as primeiras batalhas, os farrapos sentiram que possuíam um contingente tacanho para vencer os imperiais, o que os levou em 1837 a formar o 1° Corpo de Lanceiros Negros, comandados por um branco, Teixeira Nunes, o Gavião. O próprio Giuseppe Garibaldi, herói da unificação italiana e grande internacionalista que lutou ao lado dos farrapos, chegou a dizer que nunca viu um corpo militar lutar com tanta bravura como os destemidos guerreiros negros.

Os farroupilhas prometiam dar liberdade aos escravos que batalhassem a seu favor. Ao final de 1844, já há 9 anos em conflito, a província desgastada, a guerra parecia perdida.

Com o intuito de dar um fim ao conflito, David Canabarro teria mandado, na madrugada de 14 de novembro, tirar todas as armas dos escravos.

O argumento era o medo de que estes se rebelassem. Era bem possível que isso ocorresse, já que o povo em armas não costuma acatar decisões nebulosas da chefia, acordos clandestinos, tudo aquilo que suspeita ser entreguismo.

Se os Lanceiros Negros fossem mantidos vivos seriam um perigo, uma tocha rebelde acesa a por em xeque as classes dominantes, fossem elas o latifúndio gaúcho ou os capitalistas da monarquia.

Ordem para o genocídio

Afirmam as entidades que, numa carta de Caxias destinada ao coronel Francisco Pedro de Abreu, foram dadas as ordens para o genocídio: "No conflito poupe o sangue brasileiro quanto puder, particularmente da gente branca da Província ou índios, pois bem sabe que essa pobre gente ainda pode ser útil no futuro".

Assim, por volta das 2 horas da manhã, as tropas imperiais de Abreu, conhecido como Moringue, entraram nos campos de Porongos, hoje município de Pinheiro Machado.

O Corpo de Lanceiros Negros, desarmado, desprotegido, foi dizimado. "Era a Surpresa de Porongos, que há décadas vem sendo discutida pelo movimento negro e agora passa a ser reescrita", diz o texto das entidades.

Numerosos Lanceiros foram mortos. Mais de 300 farrapos (principalmente brancos), além de 35 oficiais foram presos. Vinte negros sobreviveram e foram mandados para o Rio de Janeiro, onde provavelmente voltaram a ser escravos.

As entidades informam que os Lanceiros assassinados foram de 600 a 700. Outras versões falam de 100.

O único entrave para as tratativas de conciliação não mais existia. Ou seja, as duas facções da camada dominante mais tarde acabaram entrando em acordo e a massa, de negros e brancos pobres, que combateu bravamente, doando seu sangue com generosidade, foi traída e descartada.

Ódio aos trabalhadores

No dia 25 de fevereiro de 1845, nos campos de Ponche Verde foi assinado um "tratado de paz", mais conhecido por Tratado de Ponche Verde, que nunca existiu, por ser irrelevante na prática.

Caxias não estava presente, nenhum líder imperial assinou, nem o líder farroupilha Bento Gonçalves da Silva compareceu, dizendo estar com gripe.

No tratado, por exemplo, constava que "são livres, e como tais reconhecidos, todos os cativos que serviram à revolução". Porém o próprio Bento, símbolo farrapo, depois que morreu em 1847, vítima de uma pleurisia, deixou a seus herdeiros 48 escravos. É preciso dizer mais alguma coisa?

A nova ótica sobre o Massacre de Porongos foi apresentada em livro, em 1993, por Mário Maestri em O Escravo Gaúcho — Resistência e Trabalho (Porto Alegre, Ed. da UFRGS).

Ali ele apresenta a tese do acordo entre Canabarro e os imperiais. A história oficial nega terminantemente a traição. No entanto, é fato conhecido no Rio Grande as dúvidas de chefes farroupilhas sobre aquilo que foi chamado de "Surpresa de Porongos".

— Teriam sido traídos? — perguntavam-se.

Isso inclusive gerou um processo contra Canabarro no Tribunal Militar dos rebeldes farroupilhas. Difícil saber se nisso também esteve envolvida alguma disputa interna entre os líderes da Revolta. O certo é que com a "paz" o trâmite continuou na justiça militar do império, mas em 1866 o general Osório fez com que o processo fosse arquivado, sem ter sido concluído.

Maestri, na obra, mostrou o ofício com as ordens de Caxias acerca do ataque aos Lanceiros.

Intensa polêmica abriu-se a partir dali, com intelectuais da burguesia tachando o documento como forjado (por oficiais do império, supostamente com o objetivo de enfraquecer Canabarro).

No entanto, o documento apresentado por Maestri, inclusive com a devida assinatura de Caxias, é reconhecido como autêntico pelo Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.

Trata-se, portanto, de um livro a ser lido, que traz do autor uma conclusão certeira: os corpos dos Lanceiros estendidos sobre os campos de Porongos "não deixaram dúvida da identidade que unia chefes imperiais e farroupilhas no medo e no ódio aos seus trabalhadores negros".

quarta-feira, 18 de julho de 2012

XANGÔ OBA IBI ORIXA: ÈSÙ ONILÉ - EXU ONILÊ

XANGÔ OBA IBI ORIXA: ÈSÙ ONILÉ - EXU ONILÊ: È S Ù ONILÉ ( EXU SENHOR DA CASA )  E A RELIGIÃO É muito triste para nós, que praticamos a Religião dos Òrì s à, ver a forma com que ela ...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Vamos




Sou filha de oxum

Sou filha de oxum

Vamos cuidar do nosso planeta

Vamos cuidar do nosso planeta