Educação Infantil e 1º ano Ensino Fundamental
Semana da Consciência Negra
- Pesquisa em jornais e revistas das palavras: Trabalho, escravo, Brasil, Portugal e África.
- Identificação de palavras pesquisadas através de caça-palavras
- Leitura do texto “Zumbi pensava diferente”
- Observação do mapa mundi para localização do Brasil, África, Portugal.
- Decomposição da palavra PALMARES para formação de novas palavras.
- Roda de conserva enfocando a diferença entre o dia 13 de maio e o dia 20 de novembro
- Tentativa de escrita de palavras
- Registro de numerais comparando quantidades
- Exploração do calendário mensal
- Exploração do calendário anual com observação de datas que marcam a história de negro
- Construção de um glossário com palavra de origem africana
- Rodas de conversa enfocando a irmandade dos homens, que todos somos iguais.
- Exposição de ervas presentes principalmente na cultura afro
- Contagem de número de letras das palavras
- Localização identificando distâncias: Perto longe a partir da fala do narrador ao afirmar que os negros cativos vinham de muito longe.
- Pesquisa de gravuras ou fotos que demonstrem atos fraternos entre brancos e negros.
- Audição da música “O conto das três Raças” (Clara Nunes) entre outras.
- Exploração de sons afros: tambor, atabaque, berimbau.
- Ilustração da História Tempo de Escravidão (através de pintura com guache)
- Confecção de fantoches com perfil afro;
- Construção de retrato étnico da turma: produção de mural com fotos e frases que traduzem as características étnicas e culturais das crianças;
- Formação de painel coletivo com personalidades negras que alcançaram a fama;
- Construção de maquete de um quilombo;
- Confecção de chocalhos, atabaque e berimbau.
Literatura: Sugerimos as histórias: O ratinho branco e o grilo sem Asas; Menina bonita do laço de fita e a lenda Negrinho do Pastoreio.
"A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei".
terça-feira, 9 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Dilma e a Educação
Congresso do PT, em Brasília (DF), deu ênfase ao projeto do partido para as crianças e jovens. “Os jovens serão os primeiros beneficiários da era de prosperidade que estamos construindo. Nosso objetivo estratégico é oferecer a eles a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade, trabalho e realização pessoal.” As políticas públicas devem ser voltadas aos mais de 50 milhões de jovens brasileiros e suas crianças. “Um País se mede pelo grau de proteção que dá a suas crianças. São elas a essência do nosso futuro. E é na infância que a desigualdade social cobra seu preço mais alto. Crianças desassistidas do nascimento aos cinco anos serão jovens e adultos prejudicados nas suas aptidões e oportunidades. Cuidar delas adequadamente é combater a desigualdade social na raiz.” É isso que queremos.
Penso que a Educação de nossas crianças não deveria ser projeto de partido e sim do país ,ou seja,indepedente do governo a educação deveria ser prioridade.Estamos de olho...
Penso que a Educação de nossas crianças não deveria ser projeto de partido e sim do país ,ou seja,indepedente do governo a educação deveria ser prioridade.Estamos de olho...
Um pouco de poesia na sala de aula
Pessoas são Diferentes
São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes...
Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!
Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.
Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.
Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.
Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!
Ruth Rocha
Como trabalhar com poesia?
• Brincar com as palavras
(achar uma palavra dentro da outra)
• Reconhecer palavras que rimam
• Criar rimas
• Fazer acrósticos
• Trabalhar também o desenho (ilustrar um poema)
• Formar palavras substituindo vogais
• Explorar a diferença entre canção e poema
• Trabalhar noções do real e imaginário
• Colocar poema na ordem correta
• Montar acróstico
• Ordenação de versos
• Escrita de texto lacunado
• Criação de poema
O que a poesia nos dá?
• Ajuda a romper modos convencionais de percepção e
julgamento.
• Faz com que vejamos o mundo e as pessoas com novos
olhos ou descubramos novos aspectos deles.
• Pode dar-nos uma consciência mais ampla dos nossos
sentimentos profundos.
• Possibilita o exercício de reconhecer-se no outro --
elemento fundamental da arte.
• Discernimento do limite entre realidade e criação.
• Multiplicidade de gêneros poéticos (e textuais) -- poesia
concreta, soneto, haicai, poema musical etc.
São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes...
Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!
Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.
Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.
Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.
Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!
Ruth Rocha
Como trabalhar com poesia?
• Brincar com as palavras
(achar uma palavra dentro da outra)
• Reconhecer palavras que rimam
• Criar rimas
• Fazer acrósticos
• Trabalhar também o desenho (ilustrar um poema)
• Formar palavras substituindo vogais
• Explorar a diferença entre canção e poema
• Trabalhar noções do real e imaginário
• Colocar poema na ordem correta
• Montar acróstico
• Ordenação de versos
• Escrita de texto lacunado
• Criação de poema
O que a poesia nos dá?
• Ajuda a romper modos convencionais de percepção e
julgamento.
• Faz com que vejamos o mundo e as pessoas com novos
olhos ou descubramos novos aspectos deles.
• Pode dar-nos uma consciência mais ampla dos nossos
sentimentos profundos.
• Possibilita o exercício de reconhecer-se no outro --
elemento fundamental da arte.
• Discernimento do limite entre realidade e criação.
• Multiplicidade de gêneros poéticos (e textuais) -- poesia
concreta, soneto, haicai, poema musical etc.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Poesia - Diagnóstico
Não estou louca!
Longe disso.
Apenas decidi amar-te
E lembrar-te, sem culpa,
Sempre que meu espírito
Por ti clamar.
Se isso é loucura,
Estou diagnosticada.
Irina Sopas
Gosto de poesia e sou fã de Irina
Longe disso.
Apenas decidi amar-te
E lembrar-te, sem culpa,
Sempre que meu espírito
Por ti clamar.
Se isso é loucura,
Estou diagnosticada.
Irina Sopas
Gosto de poesia e sou fã de Irina
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Os analfabetos tem vez?

Vamos ler o bordão abaixo:
“Vote em Tiririca. Pior que está não fica”. O segundo é “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu não sei, mas vote em mim que eu te conto”.
“De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever.”
Talvez Tiririca seja apenas iletrado. Mas afinal o que quer dizer ser iletrado? Iletrado quer dizer não ter cultura ou não saber ler e escrever, não conhecer as letras?
Mas não era o governo nos âmbitos federal, estadual e municipal que deveria dar conta da erradicação do analfabetismo?
Penso que o analfabetismo não pode ser considerado como uma doença a ser erradicada, mas um problema social a ser resolvido pelos dirigentes de nossos pais, para que o cidadão possa viver com dignidade humana e exercer a sua cidadania como, por exemplo, candidatar-se sem ser alvo de chacotas ou de promotores que ao invés de preocupar-se em descobrir como uma pessoa chegou aos 45 anos de idade sem aprender a ler ou escrever como muitas pessoas da periferia as quais conheço que, não tem direito a exercer sua cidadania e ficam a mercê dos programas sociais do governo, por que isto PODE. Ser palhaço é profissão neste país, pode ate contribuir com INSS desde que não queira praticar política
Enquanto assistimos os sujos se beneficiando da lei da ficha limpa percebemos que no Brasil se tu não fores branco, bonito, falar direitinho adorar maracutaia não se tem vez.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Até quando?

ONU conclui investigação sobre estupro em massa no Congo
Nações Unidas - O Conselho de Segurança das Nações Unidas receberá terça-feira o relatório da investigação sobre o brutal ataque perpetrado por grupos armados rebeldes na República Democrática do Congo, no qual mais de 240 civis foram violadas a apenas 30 quilómetros de uma base da missão da ONU.
O secretário-geral adjunto para Operações de Paz do organismo, Atul Khare, que lidera a delegação enviada ao Congo, será o encarregado de explicar ao órgão sobre este acontecimento.
Segundo números preliminares divulgados pela ONU, das mais de 240 vítimas, 28 eram menores de idade e quase todas eram meninas entre 12 e 17 anos.
O ataque foi realizado por guerrilheiros congoleses Mai-Mai e das Forças Democráticas para a Libertação de Rwanda (FDLR) e aconteceu entre os dias 30 de Julho e 2 de Agosto contra várias aldeias da província de Kivu Norte, uma região remota e complicada do leste do país.
A missão da ONU na República Democrática do Congo (Monusco) assegurou que não teve conhecimento da agressão até uma semana depois do incidente, apesar do acontecido ter ocorrido num povoado próximo a uma de suas bases.
O Conselho de Segurança expressou recentemente o seu mal-estar pelo ocorrido e pediu uma declaração conjunta e unânime que as circunstâncias sejam esclarecidas, assim como a conduta dos "capacetes azuis".
Para isso, a organização enviou uma delegação especial ao país africano para investigar o ataque e o porquê os capacetes azuis não conseguiram impedir um incidente tão grave apesar ter uma base a 30 quilómetros do local do ataque.
Fonte Agencia Angola Press
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A Criança Negra No Currículo Escolar


Por Marisa do Nascimento*
O afrodescendente tem no Brasil pelo menos uma experiência traumática relacionada à questão étnica na escola:
a) No capítulo sobre “O Corpo Humano” (livro de Ciências) há um desenho do corpo humano com um sujeito alto, forte, louro e de olhos azuis: um europeu. No Brasil, uma criança vê o desenho, olha ao redor, olha para si mesma, e não se reconhece. O corpo no desenho não faz muito sentido para ela;
“Os currículos, programas, materiais e rituais pedagógicos privilegiam os valores europeus em detrimento dos valores de outros grupos étnico-raciais presentes na sociedade”.
(Profª. Dra. Ana Célia da Silva).
b) O primeiro contato que a criança negra tem com sua cultura está no capítulo de escravidão, onde os negros estão acorrentados, apresentados como escravos: sem expressão de reação, passivos, sujeitos a maus-tratos, sem passado, sem família, sem alma, desenraizado (figuras de Debret ou Rugendas);
“Muitos educadores defendem que a escola não discrimina. Mas se o material didático não trata da questão multirracial, a discriminação está lá. Nós não somos como eu, descendente de europeus. Para mim, desde criança, os livros faziam sentido. Neles, todos eram como eu. Aliás, quando eu era criança, os negros só apareciam no livro de história e como escravos. Nunca apareciam sob outro aspecto, quando se falava em corpo humano, por exemplo”.
(Profº. Dr. Mário Sérgio Cortella).
c) O currículo escolar não aborda o Continente Africano (de onde descendem 45% da população desde país – fonte do IBGE), tornando-o um mistério ou, pior ainda, visto como palco de terríveis guerras civis, epidemias pavorosas ou de países muito próximos da barbárie, onde a civilização parece não existir;
d) Estudamos um pouco de mitologia grego-romana. Sabemos quem foi Atenas, Zeus, Apolo. Mas quem sabe o nome de uma divindade africana? (Ogum, Omolu, Oxossi, Obatalá) Nós tivemos uma noção de quem foram os imperadores romanos, ouvimos falar de Nero, Marco Aurélio, mas pouco de nós saberiam dizer o nome de um rei africano como Haile Selassie. São poucos os que sabem das diversas etnias, como Banto, Nagô, Benguela, Jeje entre tantas, que ajudaram a formar essa nação;
“Caso o Brasil fosse um país sem nenhuma imigração africana de importância, não seria surpreendente os currículos escolares dispensarem estes conteúdos. Mesmo assim, por razões da história da humanidade, ou mesmo da história econômica do capitalismo, seria indispensável um conhecimento da história africana. Surpreendente e impensável é um país que, nos seus pelo menos quatro séculos teve não somente a imigração maciça, como também tem a maioria da sua população descendente de africanos, não ter a História da África nos currículos escolares”.
(Profº. Dr. Henrique Cunha Jr.).
e) As imagens estereotipadas ou a invisibilidade do negro nos livros didáticos interferem na constituição da auto-imagem. Além disso, os processos educativos e culturais brasileiros produzem uma ausência de caminhos para a formação da identidade negra positiva, pois a divulgação da cultura negra é exígua, resumindo-se apenas na produção musical ou folclórica (samba, capoeira,...);
“Os estereótipos sobre o negro podem se constituir em uma variável importante para explicar o fracasso escolar das crianças negras”.
(Profª. Dra. Ana Célia da Silva).
f) No relacionamento das crianças, é natural a violência verbal, expressa na maioria das vezes, pela ênfase a cor da pele. O educador raramente intervem, sendo omisso numa situação conflitante para a identidade da criança negra.
“Ser chamado pelo nome próprio ou por apelido afetivo-familiar é importante para a construção da auto-estima e identidade étnico-racial. A distinção do outro pela cor da sua pele, pelo gênero ou direção sexual, desqualifica a pessoa enquanto ser humano e cidadão. As pessoas a quem se confere os atributos de humanidade e cidadania não são nomeadas pela sua pele, pelo seu gênero ou direção sexual: como o branco, o homem, o heterossexual. Pais e professores devem estimular seus filhos e alunos a não aceitarem ser chamados ou xingados por apelidos depreciativos, como um princípio formativo de auto-estima, auto-respeito e fortalecimento do ego”.
(Profª. Dra. Ana Célia da Silva).
A auto-estima é uma das condições necessárias para um desempenho escolar satisfatório dos educandos. Dada as situações de racismo ou de dependência eurocêntrica da cultura educacional brasileira, vide alguns fatos do cotidiano escolar expostos acima, os processos de identidade e auto-estima positiva do alunado afrodescendente tem sido profundamente afetados, tendo como conseqüência o medo em ser negro, ou aflição em sê-lo e declarar-se. Os efeitos psicológicos são vários, indo da insegurança pessoal a propensão ao insucesso escolar e social.
Os estímulos preconceituosos, vindos de fora, colaboram para a inibição do pensamento. A rejeição de si mesmo provoca a descaracterização de suas qualidades físicas, gerando o desejo de ter a cor branca, os lábios finos e os cabelos lisos, em busca de aceitação social. Portanto, quanto mais o negro estiver em contato com a realidade do seu corpo, com a história individual e coletiva que esse corpo contém, mais identificado estará com a vida que há nele, e menor importância dará às imposições externas, aceitando e valorizando suas características próprias.
O educador, enquanto mediador de processos de transformação na escola, deve atuar contra os preconceitos e pelo respeito à diversidade étnica. Ciente de seu papel, deverá buscar inserir-se neste processo, combinando em sua formação, ensinar, reaprender, refletir e comprometer-se com seu crescimento e com o de seus alunos.
Ao olhar para os alunos que descendem de africanos, o professor comprometido com o combate ao racismo e a discriminação, deverá buscar os conhecimentos sobre a história e cultura deste aluno e de seus antecedentes. E ao fazê-lo, buscar compreender os preconceitos embutidos em sua postura, linguagem e prática escolar; reestruturar seu envolvimento e se comprometer com a perspectiva multicultural de educação.
Ao informar corretamente em sala de aula sobre as identidades ali presentes, o educador, baseado em fatores culturais e históricos reais, estará possibilitando que o processo de troca seja pautado por parâmetros de igualdade.
“A escola só será mais competente se nós fomos capazes de valorizar a diferença. Mas atenção: valorizar a diferença não significa exaltar a desigualdade. Diferença é um conceito cultural e igualdade é um conceito ético. Homens e mulheres, brancos e negros, brasileiros e estrangeiros: somos todos diferentes, jamais desiguais”.
(Profº. Dr. Mário Sérgio Cortella).
Partindo da seguinte premissa, proferida pelo Prof. Dr. Rubem Alves:
“A educação, em essência, é precisamente isso: o exercício do Verbo”.
Muitos educadores resolvem praticar a educação projetando um olhar sensível e minucioso ao seu segmento fundamental: o educando. E na perspectiva de se construir sociedade e escolas democráticas, tem se empenhado em inserir nos currículos conteúdos/conhecimentos que tenham significado real para os alunos negros ou afrodescendentes. Desta forma, estão colocando em prática a Lei Federal 10.639/03 (que altera a Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação – LDB), estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e particulares.
Como diz o teólogo Leonardo Boff:
“Um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”.
Se a escola não contempla a multiplicidade de pontos de vista, ela se caracteriza incompetente na medida em que discrimina, rejeita ou, o que é pior, “invisibiliza”.
Assim, a produção da igualdade tem buscado construir no currículo escolar um conjunto de ações que chamamos de direitos. Uma abordagem que já vem sendo trabalhada pelos movimentos negros, de mulheres, indígenas, dos sem terra, etc.
Texto retirado de Mentesbrilhantes.artblog.org.br
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
“Quem precisa da identidade?”
“Quem precisa da identidade?” é um dos três ensaios do livro Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais que trata da questão da identidade e da diferença – centro da teoria social e da prática política na contemporaneidade. As antigas fontes de ancoragem da identidade (a família, o trabalho, a igreja, entre outras) estão em uma evidente crise. Novos grupos culturais se tornam visíveis na cena social, buscando afirmar suas identidades, ao mesmo tempo em que questionam a posição privilegiada das identidades até então hegemônicas.
Stuart Hall concentra-se em uma discussão da problemática da formação da identidade e da subjetividade. Evocando, entre outros, Freud, Lacan, Althusser e Foucault, Stuart Hall faz a importante pergunta: por que acabamos preenchendo as posições-de-sujeito para as quais somos convocados A resposta de Hall é exemplar de sua habilidade em utilizar a teoria cultural e social contemporânea para realizar refinados e certeiros diagnósticos sobre a condição da sociedade e da cultura contemporâneas. Sua análise crítica de Foucault (a partir da p. 118) é muito relevante.
Hall salienta que está acontecendo uma desconstrução das visões sobre a identidade em diversas disciplinas, as quais põem em crise a noção de uma identidade interal, originária e unificada. O viés desconstrutivista põe alguns conceitos-chave “sob rasura’. O sinal de “rasura” (X) indica que eles não servem mais – não são mais “bons para pensar” – em sua forma original, não-reconstruída.
Um conceito-chave é o de “agência”, que expressa a identificação como uma construção, como um processo nunca terminado, sempre “em processo”. A identificação é, portanto, um processo de articulação. Há sempre “demasiado” ou “muito pouco”, mas nunca um ajuste total. Mas o conceito principal é o de identidade, que não é, em Stuart Hall, uma noção essencialista, mas um conceito estratégico e posicional, ou seja, as identidades não são jamais unas.
Em suma, as identidades operam através da exclusão, da construção discursiva de uma exterioridade constitutiva e da produção de sujeitos marginalizados, na superfície exilados do universo simbólico ou do representável.
As pessoas perguntam em que linha teorica eu acredito,defendo ou sigo.Não sei ,so sei que na faculdade passei a gostar dos estudos culturais mais especificamente de Stuar Hall e gosto de seus trabalhos – como os seus estudos sobre preconceito racial e mídia que são considerados muito influentes e fundadores dos contemporâneos estudos culturais e afinal de contas “não existe um eu essencial, unitário - apenas o sujeito fragmentário e contraditório que me torno” (Hall, 2003: 188).
Stuart Hall concentra-se em uma discussão da problemática da formação da identidade e da subjetividade. Evocando, entre outros, Freud, Lacan, Althusser e Foucault, Stuart Hall faz a importante pergunta: por que acabamos preenchendo as posições-de-sujeito para as quais somos convocados A resposta de Hall é exemplar de sua habilidade em utilizar a teoria cultural e social contemporânea para realizar refinados e certeiros diagnósticos sobre a condição da sociedade e da cultura contemporâneas. Sua análise crítica de Foucault (a partir da p. 118) é muito relevante.
Hall salienta que está acontecendo uma desconstrução das visões sobre a identidade em diversas disciplinas, as quais põem em crise a noção de uma identidade interal, originária e unificada. O viés desconstrutivista põe alguns conceitos-chave “sob rasura’. O sinal de “rasura” (X) indica que eles não servem mais – não são mais “bons para pensar” – em sua forma original, não-reconstruída.
Um conceito-chave é o de “agência”, que expressa a identificação como uma construção, como um processo nunca terminado, sempre “em processo”. A identificação é, portanto, um processo de articulação. Há sempre “demasiado” ou “muito pouco”, mas nunca um ajuste total. Mas o conceito principal é o de identidade, que não é, em Stuart Hall, uma noção essencialista, mas um conceito estratégico e posicional, ou seja, as identidades não são jamais unas.
Em suma, as identidades operam através da exclusão, da construção discursiva de uma exterioridade constitutiva e da produção de sujeitos marginalizados, na superfície exilados do universo simbólico ou do representável.
As pessoas perguntam em que linha teorica eu acredito,defendo ou sigo.Não sei ,so sei que na faculdade passei a gostar dos estudos culturais mais especificamente de Stuar Hall e gosto de seus trabalhos – como os seus estudos sobre preconceito racial e mídia que são considerados muito influentes e fundadores dos contemporâneos estudos culturais e afinal de contas “não existe um eu essencial, unitário - apenas o sujeito fragmentário e contraditório que me torno” (Hall, 2003: 188).
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Homem de Cor?
Escrito por uma criança africana.....
Pensamento lógico surpreendente!
Quando nasci, era Preto;
Quando cresci, era Preto;
Quando pego sol, fico Preto;
Quando sinto frio, continuo Preto;
Quando estou assustado, também fico Preto;
Quando estou doente, Preto;
E, quando eu morrer, continuarei Preto!
E você, cara Branco;
Quando nasce, você é rosa;
Quando cresce, você é branco;
Quando você pega sol, fica vermelho;
Quando sente frio, você fica roxo;
Quando você se assusta fica amarelo;
Quando está doente, fica verde;
Quando você morrer, você ficará cinzento .
E vem me chamar de Homem de Cor?
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade em que elas acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
(Fernando Pessoa)
Pensamento lógico surpreendente!
Quando nasci, era Preto;
Quando cresci, era Preto;
Quando pego sol, fico Preto;
Quando sinto frio, continuo Preto;
Quando estou assustado, também fico Preto;
Quando estou doente, Preto;
E, quando eu morrer, continuarei Preto!
E você, cara Branco;
Quando nasce, você é rosa;
Quando cresce, você é branco;
Quando você pega sol, fica vermelho;
Quando sente frio, você fica roxo;
Quando você se assusta fica amarelo;
Quando está doente, fica verde;
Quando você morrer, você ficará cinzento .
E vem me chamar de Homem de Cor?
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade em que elas acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
(Fernando Pessoa)
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