Escutei recentemente de uma colega professora o seguinte comentário: Qual a importância de trazer questões sobre a religião de matriz africana para sala de aula?
Então resolvi devolver a ela pergunta da seguinte forma qual a importância de trazer questões relacionadas às religiões evangélicas e católicas para sala de aula?
Ela não soube me responder apenas me “catequizou” dizendo que Deus não sacrificava animais, não pedia oferendas entre outros.
Mas eu não podia perder esta oportunidade de lembrá-la que o primeiro sacrifício feito por um homem de um animal relatado na Bíblia foi aquele que Abel fez oferecendo a Deus os primogênitos das suas ovelhas. E nota que o SENHOR atentou para o sacrifício do animal em contraste à Sua rejeição da oferta de Caim que lhe ofereceu sua colheita. Também a lembrei que Deus pediu a Abraão seu filho Isaque em sacrifício e Abraão ,por sua vez,não negou o pedido a Deus que,contudo poupou o único filho de Abraão e aceitou em troca um cordeiro.
No Novo Testamento, principalmente no Evangelho de João, onde João Baptista diz a Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo" (João, 1:29). Os hebreus tinham o costume de matar um cordeiro em sacrifício a Deus, para remissão dos pecados. O sacrifício de animais (ou mesmo de pessoas) era freqüente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo.
Então não me venham dizer a religião de matriz africana é algo demoníaco, ela é única, verdadeira. Não me venham com a desculpa de preservar o meio ambiente podar a nossa cultura religiosa que deve ser conhecida e reconhecida também no espaço escolar.
Agora se minha colega compreendeu a mensagem eu não sei, mas que ficou sem palavras acreditem ficou.
terça-feira, 22 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Copa 2010 na Africa
Nem tudo é festa.Vamos conversar com nossos alunos sobre:cultura,saude,segurança e religião neste continente.Eles irão perceber que quando terminar a copa ninguem mais estará preocupado com os africanos.Simplismente todos esquecerão.Não podemos permitir que isto aconteça ,vamos trabalhar juntos na sala de aula.
África do Sul em sala de aula
Para podermos perceber e desconstruir os discursos dos dominantes,recomendo o filme Sarafina - o som da liberdade, que me serviu como fonte de pesquisa da história e cultura africana.Este filme traz uma leitura crítica da mídia, como metodologia de ensino na formação de professores. Algumas cenas deste filme sobre um determinado povo negro sul africano, subjugado pelos colonizadores holandeses e ingleses, contém imagens que nos permite extrair uma análise sobre o racismo legalizado. A partir desta narrativa, podemos analisar os discursos que sustentam o preconceito racial em nossa sociedade.Eu recomendo ,gostei muito e espero que aproveitem a sugestão.
Projeto e tempo de bola
SÉRIE – Jardim I
JUSTIFICATIVA:
Para explorar, descobrir e apreender a realidade, a criança se utiliza das brincadeiras e do faz-de-conta. Brincar é, para a criança, fruto de autodescoberta, prazer e crescimento.
OBJETIVO GERAL:
Ajudar o aluno a perceber-se, perceber o outro (professores e colegas) e perceber-se como membro de um grupo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Vivenciar situações lúdicas que possibilitem a expressão do prazer, de conflito, de frustração, negociação e aprendizagem.
• Aprender novas brincadeiras.
• Iniciar atividades de grupo através de brincadeiras.
DESENVOLVIMENTO:
Atividade 01
A bola é um brinquedo muito querido pelas crianças de qualquer idade, por isso ela foi privilegiada neste projeto; além disso, trabalhamos a coordenação motora.
Atividade 02
No primeiro momento todos os alunos ganharam uma bola para brincarem livremente no pátio da escola.
Atividade 03
Os alunos formaram um círculo, sentados no chão. Conversamos sobre vários tipos, tamanhos e texturas das bolas que havia no colégio.
Atividade 04
Ao som de uma música, fizemos uma roda e cada duas crianças ganharam uma bola para dançar, equilibrando-a na testa, na barriga e no bumbum.
Atividade 05
Conversamos sobre o que é esporte, quais os esportes que conhecemos, quais os esportes que utilizam a bola.
Escolhemos o jogo de futebol para brincar.dividimos a turma em equipes e os dois times escolheram o nome Brasil para representar o grupo.
Atividade 06
Com as bolas que confeccionamos de meia-fina, fizemos brincadeiras como boliche, tiro-ao-alvo, e bola-ao-cesto.
Atividade 07
Cada criança ganhou um balão a gás para brincar livremente na sala. Após, amarramos o crachá na corda do balão para fazer a chamada. Foi muito divertido.
Atividade 08
Com um arco de bambolê fizemos o jogo de basquete.
Atividade 09
Pesquisamos em jornais e revistas figuras sobre bola;
Desenhos
Atividades com argila
Bolas de papel amassado
Técnicas de arte com pecas etc.
AVALIAÇÃO:
Percebemos que as relações grupais neste projeto foram amplamente difundidas, estimulando a afetividade e a partilha. A atividade mais repetida e apreciada pelas crianças foi aquela para equilibrar a bola numa parte do corpo. Essa experiência foi gratificante para as crianças e nós, professoras, pois além de auxiliar no desenvolvimento motor, estimulou e desafiou os alunos a superarem obstáculos com grande alegria
Sugestões de Atividades utilizando o site www.aprendebrasil.com.br para a
JUSTIFICATIVA:
Para explorar, descobrir e apreender a realidade, a criança se utiliza das brincadeiras e do faz-de-conta. Brincar é, para a criança, fruto de autodescoberta, prazer e crescimento.
OBJETIVO GERAL:
Ajudar o aluno a perceber-se, perceber o outro (professores e colegas) e perceber-se como membro de um grupo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Vivenciar situações lúdicas que possibilitem a expressão do prazer, de conflito, de frustração, negociação e aprendizagem.
• Aprender novas brincadeiras.
• Iniciar atividades de grupo através de brincadeiras.
DESENVOLVIMENTO:
Atividade 01
A bola é um brinquedo muito querido pelas crianças de qualquer idade, por isso ela foi privilegiada neste projeto; além disso, trabalhamos a coordenação motora.
Atividade 02
No primeiro momento todos os alunos ganharam uma bola para brincarem livremente no pátio da escola.
Atividade 03
Os alunos formaram um círculo, sentados no chão. Conversamos sobre vários tipos, tamanhos e texturas das bolas que havia no colégio.
Atividade 04
Ao som de uma música, fizemos uma roda e cada duas crianças ganharam uma bola para dançar, equilibrando-a na testa, na barriga e no bumbum.
Atividade 05
Conversamos sobre o que é esporte, quais os esportes que conhecemos, quais os esportes que utilizam a bola.
Escolhemos o jogo de futebol para brincar.dividimos a turma em equipes e os dois times escolheram o nome Brasil para representar o grupo.
Atividade 06
Com as bolas que confeccionamos de meia-fina, fizemos brincadeiras como boliche, tiro-ao-alvo, e bola-ao-cesto.
Atividade 07
Cada criança ganhou um balão a gás para brincar livremente na sala. Após, amarramos o crachá na corda do balão para fazer a chamada. Foi muito divertido.
Atividade 08
Com um arco de bambolê fizemos o jogo de basquete.
Atividade 09
Pesquisamos em jornais e revistas figuras sobre bola;
Desenhos
Atividades com argila
Bolas de papel amassado
Técnicas de arte com pecas etc.
AVALIAÇÃO:
Percebemos que as relações grupais neste projeto foram amplamente difundidas, estimulando a afetividade e a partilha. A atividade mais repetida e apreciada pelas crianças foi aquela para equilibrar a bola numa parte do corpo. Essa experiência foi gratificante para as crianças e nós, professoras, pois além de auxiliar no desenvolvimento motor, estimulou e desafiou os alunos a superarem obstáculos com grande alegria
Sugestões de Atividades utilizando o site www.aprendebrasil.com.br para a
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Parabens ao meu amor

Pouco importa se temos cotas pois há vários argumentos contra e a favor, todos bastante sensatos. Nem mesmo o nosso governo parece saber que posição tomar e demonstra impassividade sobre a questão. Tanta incerteza, no entanto, tem um ponto positivo sobre a reserva de vagas ou cotas e cria um debate importante sobre o racismo no Brasil, um país onde o preconceito existe, ainda que de forma velada e que estar formado não é garantia de emprego mesmo sendo competente.
Ser contra ou a favor limita a discussão. O importante é pensar sobre o racismo. E penso que quando se toma um critério racial como base para a definição das cotas, fomenta-se o preconceito.Me formei na UFRGS e lá ouvi coisas terríveis, como 'negro é tão inferior que precisa de cotas' ou porque não damos cotas aos descendentes alemaes ou italianos,por que aos negros .Por isso concordo com Mandela que diz que a "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Assistam este filme com seus alunos das series finais







Sinopse
Walter Lee Younger é um motorista negro, de 35 anos, que trabalha para um rico empresário. Casado com Ruth há 11 anos, vive num espremido apartamento em Chicago, juntamente com o filho Travis, a irmã Bernie, que estuda medicina, e a mãe viúva, Lena, proprietária do imóvel.
O sonho de Walter é conseguir US$ 10 mil para se associar a dois amigos, Willie Harris e Bobo, a fim dos três abrirem um lucrativo negócio na área de distribuição de bebidas.
A matriarca da família, Lena, está para receber exatamente um cheque de US$ 10 mil proveniente do seguro de vida do marido morto, mas não admite que tal importância seja usada para negócios ligados a bebidas ou a qualquer outro tipo de vício.
As dificuldades financeiras por que passa a família são motivos de constantes desentendimentos entre eles, principalmente entre Walter, sua mulher e sua irmã. Em conversa com a sogra, Ruth desmaia e Lena desconfia de que se trata de gravidez, o que vem a ser depois confirmado. A relação entre o casal torna-se ainda mais difícil.
No Clube Kitty Kat, onde Walter costuma beber, Willie e Bobo lhe comunicam que já conseguiram suas partes, ou seja, US$ 20 mil, ocasião em que Walter garante que vai trazer sua parte dentro de poucos dias.
Quando, finalmente, Lena recebe o seguro deixado pelo marido, Walter tenta pegar o cheque, mas a mãe o impede. Furioso, ele bate a porta e vai se embebedar. Nesse ínterim, Lena sai e ao voltar comunica à família que acaba de comprar uma boa casa, com três quartos, jardim e quintal. A grande surpresa é que o imóvel acha-se localizado em Claybourne Park, um bairro onde só moram famílias brancas. O telefone toca e informam que Walter não comparece ao trabalho há três dias e que, se ele não for trabalhar no dia seguinte, será demitido pelo patrão.
Numa demonstração de extrema confiança, Lena procura o filho no Bar e, reservadamente, lhe diz que, daquele dia em diante, ele passará a ser o chefe da família. Na ocasião, diz que o sinal pago pela casa foi de US$ 3.500, que ela quer que ele abra uma poupança de US$ 3.000 para financiar o curso de medicina de Bernie e que, o restante é para que ele abra uma conta corrente em seu nome. Assim, todas as decisões e movimentações financeiras passam a ser de responsabilidade dele.
O Sr. Mark Lindner, representante da Associação Claybourne Park, procura a família para oferecer US$ 30 mil pela casa, pois os moradores não aceitam pessoas de cor, mas o orgulho dos Younger faz com que ele seja escorraçado de lá.
No dia seguinte, Bobo vai ao apartamento deles informar que Willie Harris desapareceu com o dinheiro deles. Desolado, Walter confessa aos seus que dera a Willie os US$ 6.500 recebidos da mãe. É quando Ruth diz que a prestação da nova casa será de US$ 125 por mês e que, os quatro adultos da família, juntos, terão condições de levantar essa quantia se trabalharem com afinco.
Este filme baseado numa peça de Lorraine Hansberry, "O Sol Tornará a Brilhar" é um ótimo filme. E podemos trabalhar em sala de aula em torno de questoes como:
Condiçoes sociais de uma família pobre ,os seus sonhos, orgulho, sacrifícios, erros e acertos. Alem de provocar discussoes acerca de temas como racismo, aborto, ateísmo e valores familiares.
Vale apena assistir e discutir com alunos das series finais,ensino médio,eja ou se levar para ensino superior tambem este debate.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Somos negros 365 dias
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Por que ensinar a historia da África
Eu penso que ensinar sobre a historia do continente África é discutir colonização, globalização, a formação recente dos Estados africanos, a diáspora contemporânea de povos africanos, o terrível da migração de africanos e também de brasileiros , principalmente os negros , as novas formas de trafico humano, o sucateamento das riquezas da África pelas grandes potencias , a importância de relações entre Brasil e paises africanos não somente por direitos humanos, mas também pela importância de uma frente contra uma globalização capitalista que se alimenta da fragmentação dos oprimidos, das nações tidas como subdesenvolvidas.
Ao falar em comunidade étnica negra não podemos esquecer das formas atuais de internacionalismo proletário e pactos do Atlântico negro, estudos sobre a riqueza da diáspora negra contemporânea- a produção político musical, como o samba, o rap, o hip hop, o funk entre outras. A consciência da historia do povo negro na historia do Brasil e os diversos moviemntos abolicionistas que houveram,
Há muitas formas de discutir a historia da África e dos africanos e as suas influencias sobre a identidade do negro no Brasil,e isto se pode aprender de formas múltiplas, valorizando vivências e experiências prévias para construir novos caminhos e saberes. A Diversidade que está posta nos bancos escolares, sexual, racial, cultural, etc. revelam a pluralidade deste espaço que continua reproduzindo velhas ideologias de uma sociedade hegemônica.
Resgatar através de projetos a história e memória dos afros descendentes possibilita ao professor criar uma alternativa pedagógica abrindo novas possibilidades de compreensão da cultura africana e afro-brasileira. E isso poderá promover auto estima das crianças possibilitando novas formas de identificação formando novas praticas cotidianas de relacionamento.
E voces colegas o que pensam ?Comentem...
Ao falar em comunidade étnica negra não podemos esquecer das formas atuais de internacionalismo proletário e pactos do Atlântico negro, estudos sobre a riqueza da diáspora negra contemporânea- a produção político musical, como o samba, o rap, o hip hop, o funk entre outras. A consciência da historia do povo negro na historia do Brasil e os diversos moviemntos abolicionistas que houveram,
Há muitas formas de discutir a historia da África e dos africanos e as suas influencias sobre a identidade do negro no Brasil,e isto se pode aprender de formas múltiplas, valorizando vivências e experiências prévias para construir novos caminhos e saberes. A Diversidade que está posta nos bancos escolares, sexual, racial, cultural, etc. revelam a pluralidade deste espaço que continua reproduzindo velhas ideologias de uma sociedade hegemônica.
Resgatar através de projetos a história e memória dos afros descendentes possibilita ao professor criar uma alternativa pedagógica abrindo novas possibilidades de compreensão da cultura africana e afro-brasileira. E isso poderá promover auto estima das crianças possibilitando novas formas de identificação formando novas praticas cotidianas de relacionamento.
E voces colegas o que pensam ?Comentem...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Plano de aula
Tema
Fazendo arte “Técnica Pintura com Terra e Cola”
Objetivos
Apresentar as crianças um material não convencional, como a terra, uma diferente maneira de se fazer tinta.
Desenvolvimento
Artes
Técnica Pintura com Terra e Cola
1 momento-Apresentar para a turma a técnica de pintura com tintas extraidas de sementes misturadas a terra e cola branca utilizada pelos negros para embelezar o corpo em festa ou como pedido de proteção quando iam à guerra.
2 momento-Pegar copos plásticos e misturar a terra trazida de casa pelas crianças com a cola, numa quantidade que fique numa textura nem muito líquida e nem muito espessa.
3-Mostrar para as crianças as diferentes tonalidades de marrom que surgiram devido à diferença da cor das diferentes terras trazidas por elas.
A seguir entregar uma folha e um pincel para cada criança para que elas desenhem livremente com a “tinta” formada pela mistura da terra e da cola.
OBS: Disponibilize sementes de urucum,folhas verdes,flores coloridas.
Esta tecnica é otima.
Fazendo arte “Técnica Pintura com Terra e Cola”
Objetivos
Apresentar as crianças um material não convencional, como a terra, uma diferente maneira de se fazer tinta.
Desenvolvimento
Artes
Técnica Pintura com Terra e Cola
1 momento-Apresentar para a turma a técnica de pintura com tintas extraidas de sementes misturadas a terra e cola branca utilizada pelos negros para embelezar o corpo em festa ou como pedido de proteção quando iam à guerra.
2 momento-Pegar copos plásticos e misturar a terra trazida de casa pelas crianças com a cola, numa quantidade que fique numa textura nem muito líquida e nem muito espessa.
3-Mostrar para as crianças as diferentes tonalidades de marrom que surgiram devido à diferença da cor das diferentes terras trazidas por elas.
A seguir entregar uma folha e um pincel para cada criança para que elas desenhem livremente com a “tinta” formada pela mistura da terra e da cola.
OBS: Disponibilize sementes de urucum,folhas verdes,flores coloridas.
Esta tecnica é otima.
Vamos refletir sobre:
A PARTICIPAÇÃO AFRICANA NA FORMAÇÃO
DO POVO BRASILEIRO
EDUCAÇÃO & LITERATURA
JOSUÉ GERALDO BOTURA DO CARMO
NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
LITERATURA
CONTOS ZEN
ESCOLA MUNICIPAL MARIA DAS GRAÇAS TEIXEIRA BRAGA - SALA DE INFORMÁTICA APLICADA À EDUCAÇÃO
Josué Geraldo Botura do Carmo[1]
Outubro/2006
Para os autores os currículos escolares sempre negaram a colaboração de africanos, africanas e descendentes na formação da cultura e do povo brasileiro reduzindo essa colaboração ao passado escravista e ao mundo da música, da dança, da culinária e, no máximo, da religião.
Os negros vinham da África trazendo seus objetos, hábitos, textos orais e escritos, rituais, jogos, folguedos, histórias: um patrimônio cultural material e imaterial. Trouxeram lembranças e saberes com suas religiões, tecnologias e trabalho.
Para melhor compreender a participação do segmento negro na formação brasileira, segundo os autores, três dimensões são de fundamental importância: a história, a memória, e as práticas culturais.
É no cotidiano que a cultura e as práticas culturais são elaboradas, transformando o conhecimento em experiência de aprendizagem e a própria experiência vivida se transforma em conhecimento. A nossa construção se dá por meio da socialização, da relação com o outro e das ações vividas. Assim a alimentação, o vestuário, a oralidade, a gestualidade, a sonoridade, os odores ou sabores, são sinais que nos permitem decifrar a diversidade e a complexidade da realidade histórica da sociedade afro-brasileira.
“Tomar as diversas práticas sociais e culturais como práticas educativas são vê-las em processo, sendo construídas intensamente e carregadas de tensão entre diferentes indivíduos e diferentes comunidades; elas criam contextos interativos que – justamente por se relacionarem dinamicamente em distintos ambientes culturais, nos quais diferentes indivíduos desenvolvem identidades – contribuem para um ambiente formativo”.
E mais:
“As expressões culturais e religiosas de matriz africana trazem processos educativos que dizem respeito ao próprio exercício das apresentações no momento da festa e nos rituais religiosos. Esses processos se revelam na música, na dança, no toque dos instrumentos e nos gestos. São elementos impressos no corpo e expressos através da prática e da tradição oral”.
No século XX vamos encontrar os movimentos negros, os núcleos afro-brasileiros formados nas universidades brasileiras compostos em grande parte por acadêmicos negros. No ano 2000 foi criada a Associação Brasileira de Pesquisadoras e Pesquisadores Negros (ABPN), que realiza encontros bianuais.
Na relação África/Brasil vamos encontrar ainda referências no campo das artes e da estética como na literatura e nas artes visuais. São poetas, escritores e escritoras, que buscam construir um alicerce para a construção da identidade afro-brasileira autônoma. Na música além dos ritmos que emergiram em território nacional temos ainda o jazz, o soul, o reggae, o funk e o rap.
Para os autores “não existe Brasil sem a África e, portanto não existe identidade nacional sem a cultura afro-brasileira.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
RATTS, Alex. DAMASCENA, Adriane A. Participação africana na formação cultural brasileira. In: Educação africanidades Brasil. MEC – SECAD – UnB – CEAD – Faculdade de Educação. Brasília. 2006. p. 168 -183.
DO POVO BRASILEIRO
EDUCAÇÃO & LITERATURA
JOSUÉ GERALDO BOTURA DO CARMO
NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
LITERATURA
CONTOS ZEN
ESCOLA MUNICIPAL MARIA DAS GRAÇAS TEIXEIRA BRAGA - SALA DE INFORMÁTICA APLICADA À EDUCAÇÃO
Josué Geraldo Botura do Carmo[1]
Outubro/2006
Para os autores os currículos escolares sempre negaram a colaboração de africanos, africanas e descendentes na formação da cultura e do povo brasileiro reduzindo essa colaboração ao passado escravista e ao mundo da música, da dança, da culinária e, no máximo, da religião.
Os negros vinham da África trazendo seus objetos, hábitos, textos orais e escritos, rituais, jogos, folguedos, histórias: um patrimônio cultural material e imaterial. Trouxeram lembranças e saberes com suas religiões, tecnologias e trabalho.
Para melhor compreender a participação do segmento negro na formação brasileira, segundo os autores, três dimensões são de fundamental importância: a história, a memória, e as práticas culturais.
É no cotidiano que a cultura e as práticas culturais são elaboradas, transformando o conhecimento em experiência de aprendizagem e a própria experiência vivida se transforma em conhecimento. A nossa construção se dá por meio da socialização, da relação com o outro e das ações vividas. Assim a alimentação, o vestuário, a oralidade, a gestualidade, a sonoridade, os odores ou sabores, são sinais que nos permitem decifrar a diversidade e a complexidade da realidade histórica da sociedade afro-brasileira.
“Tomar as diversas práticas sociais e culturais como práticas educativas são vê-las em processo, sendo construídas intensamente e carregadas de tensão entre diferentes indivíduos e diferentes comunidades; elas criam contextos interativos que – justamente por se relacionarem dinamicamente em distintos ambientes culturais, nos quais diferentes indivíduos desenvolvem identidades – contribuem para um ambiente formativo”.
E mais:
“As expressões culturais e religiosas de matriz africana trazem processos educativos que dizem respeito ao próprio exercício das apresentações no momento da festa e nos rituais religiosos. Esses processos se revelam na música, na dança, no toque dos instrumentos e nos gestos. São elementos impressos no corpo e expressos através da prática e da tradição oral”.
No século XX vamos encontrar os movimentos negros, os núcleos afro-brasileiros formados nas universidades brasileiras compostos em grande parte por acadêmicos negros. No ano 2000 foi criada a Associação Brasileira de Pesquisadoras e Pesquisadores Negros (ABPN), que realiza encontros bianuais.
Na relação África/Brasil vamos encontrar ainda referências no campo das artes e da estética como na literatura e nas artes visuais. São poetas, escritores e escritoras, que buscam construir um alicerce para a construção da identidade afro-brasileira autônoma. Na música além dos ritmos que emergiram em território nacional temos ainda o jazz, o soul, o reggae, o funk e o rap.
Para os autores “não existe Brasil sem a África e, portanto não existe identidade nacional sem a cultura afro-brasileira.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
RATTS, Alex. DAMASCENA, Adriane A. Participação africana na formação cultural brasileira. In: Educação africanidades Brasil. MEC – SECAD – UnB – CEAD – Faculdade de Educação. Brasília. 2006. p. 168 -183.
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